Se abandonar-mos as horas não nos sentimos sós.....meu Amor o tempo somos nós......
Corpus Hermeticus - coleção de tratados - escritos em grego, provavelmente compostos entre o primeiro e o fim do terceiro século de nossa era, atribuídos ao personagem lendário Hermes Trimegistro, nome também atribuído ao deus Thot, revelador das técnicas e da escrita. São revelações da sabedoria divina, nas quais o cosmo constitui uma unidade cujas partes são interdependentes - princípio este que se tornou básico na alquimia. O interesse principal na alquimia árabe era o da preparação dos elixires para a cura das doenças. Formaram eles uma farmacopéia de remédios, à base de sais minerais, a qual permaneceu em uso até bem próximo de nossos tempos.
A Tábua Esmeraldina inicia-se pela conhecida frase: "O que está em cima é semelhante ao que está abaixo, e o que está abaixo é semelhante ao que está acima"
Ísis revela como obteve de um anjo - que a desejava sexualmente - o grande segredo da técnica egípcia. Note-se que isso se dá num momento favorável da posição dos astros no céu: é o Kairos, o momento favorável - que domina um dos aspectos da alquimia helenística. O que revela o anjo não são somente receitas mágicas para obtenção do ouro alquímico mas, também, a necessidade da união dos opostos para conseguí-lo, no momento favorável; o que é expresso pela exortação final de Ísis a seu filho Osíris: "De modo que tu és eu e eu sou tu". Isso indica que, nessa época, a técnica mítico-mágica da transmutação dos metais já se subordinava a um princípio sapiencial: o de que tudo resulta da constante oposição dos contrários e sua final conjugação.
«É uma cor que dá ao olho uma impressão estranha e quase impossível de formular. Como cor, é uma energia; sucede, no entanto, que está do lado negativo, e no seu estado mais puro é, por assim dizer, um nada que atrai. Há neste espectáculo algo de contraditório entre a excitação e o repouso. Vemos azul o céu nas elevações, nos montes ao longe, e uma superfície azul parece-nos, do mesmo modo, afastar-se diante de nós. Tal como seguimos naturalmente um objecto agradável que se afasta à nossa frente, olhamos facilmente para o azul não porque ele corra na nossa direcção, mas porque ele nos atrai.» "Tratado das cores" Goethe